Quem procura um hatch esportivo no Brasil sem entrar na faixa dos modelos novos acima de R$ 300 mil ainda encontra alternativas produzidas no país por até R$ 60 mil, carros de épocas diferentes, mas criados quando as marcas ainda investiam em motores mais fortes, câmbio manual e suspensão própria para versões esportivas.
Hoje, com os hot hatches praticamente extintos entre os carros novos mais populares, é quase visitar uma era perdida, com a vantagem de que alguns deles ainda podem ser comprados com preços mais baratos que um Renault Kwid zero.
O Renault Sandero RS foi um dos últimos esportivos nacionais a manter uma fórmula quase extinta, motor aspirado, câmbio manual e acerto de suspensão pensado para dirigir.
Seu motor 2.0 flex entrega até 150 cv e 20,9 kgfm, sempre associado ao câmbio manual de seis marchas com relações curtas.
As unidades anteriores ao facelift de 2019 já podem ser encontradas perto dos R$ 60 mil, mantendo amortecedores, molas e eixo traseiro específicos desenvolvidos para a versão.
O Peugeot 208 GT 2016 foi uma das versões mais interessantes da primeira geração do hatch, com visual discreto e conjunto mecânico bem mais forte do que o restante da linha.
O motor 1.6 turbo entrega 173 cv e 23,5 kgfm, sempre ligado a um câmbio manual de seis marchas, combinação que o colocou diretamente na disputa com o Sandero RS.
A suspensão recebeu acerto mais firme, mas sem rebaixamento exagerado, o que ajuda bastante no uso diário em ruas com lombadas, valetas e entradas de garagem.
O Fiat Palio 1.8R seguiu uma receita simples, pegou um hatch popular, colocou motor mais forte, pneus mais largos, suspensão mais baixa e criou uma versão realmente diferente das configurações comuns.
Seu motor 1.8 flex de origem GM entrega até 115 cv e 18,6 kgfm, trabalhando com câmbio manual de cinco marchas e diferencial mais curto.
No mercado de usados, há unidades abaixo dos R$ 40 mil, o que coloca o Palio 1.8R entre os esportivos nacionais mais baratos dessa geração.
O Volkswagen Golf GTI de quarta geração foi produzido no Brasil entre 2002 e 2006 e continua sendo uma das referências quando o assunto é hatch esportivo nacional.
As versões mais comuns usam motor 1.8 turbo de 180 cv e 23,5 kgfm, com opção de câmbio manual ou automático Tiptronic, ambos de cinco marchas.
Em 2006, o motor passou a entregar 193 cv e 25,5 kgfm, mas essas unidades costumam ultrapassar os R$ 60 mil no mercado de usados.
O Fiat Punto T-Jet chegou em uma época em que motor pequeno com turbo ainda era novidade no Brasil, mas já mostrava que cilindrada menor não significava desempenho fraco.
O 1.4 16V turbo entrega 152 cv e 21,1 kgfm, levando o hatch de 0 a 100 km/h em 9,1 segundos nos testes realizados na época.
Além do desempenho, o Punto T-Jet registrou 10,4 km/l na cidade e 13,1 km/l na estrada, além de oferecer itens como bancos de couro, teto solar e ar-condicionado digital.