5 esportivos usados que custam até R$ 60 mil e mantêm receita dos hot hatches

Publicado por em Listas dia | Atualizado em

Quem procura um hatch esportivo no Brasil sem entrar na faixa dos modelos novos acima de R$ 300 mil ainda encontra alternativas produzidas no país por até R$ 60 mil, carros de épocas diferentes, mas criados quando as marcas ainda investiam em motores mais fortes, câmbio manual e suspensão própria para versões esportivas.

Hoje, com os hot hatches praticamente extintos entre os carros novos mais populares, é quase visitar uma era perdida, com a vantagem de que alguns deles ainda podem ser comprados com preços mais baratos que um Renault Kwid zero.

Renault Sandero RS 2.0 2015 a 2019

Renault Sandero RS 2015 a 2019: não é refinado, não tenta ser elegante e nem precisa, porque o 2.0 de 150 cv e o câmbio manual fazem dele um brinquedo sério para adultos.

O Renault Sandero RS foi um dos últimos esportivos nacionais a manter uma fórmula quase extinta, motor aspirado, câmbio manual e acerto de suspensão pensado para dirigir.

Seu motor 2.0 flex entrega até 150 cv e 20,9 kgfm, sempre associado ao câmbio manual de seis marchas com relações curtas.

As unidades anteriores ao facelift de 2019 já podem ser encontradas perto dos R$ 60 mil, mantendo amortecedores, molas e eixo traseiro específicos desenvolvidos para a versão.

Peugeot 208 GT 1.6 Turbo 2016

Peugeot 208 GT 2016: parece um hatch comportado até o 1.6 turbo de 173 cv acordar, então vira um pequeno francês nervoso que exige mãos firmes e estrada livre.

O Peugeot 208 GT 2016 foi uma das versões mais interessantes da primeira geração do hatch, com visual discreto e conjunto mecânico bem mais forte do que o restante da linha.

O motor 1.6 turbo entrega 173 cv e 23,5 kgfm, sempre ligado a um câmbio manual de seis marchas, combinação que o colocou diretamente na disputa com o Sandero RS.

A suspensão recebeu acerto mais firme, mas sem rebaixamento exagerado, o que ajuda bastante no uso diário em ruas com lombadas, valetas e entradas de garagem.

Fiat Palio 1.8R 2006 a 2010

Fiat Palio 1.8R: nasceu popular, recebeu um 1.8 de 115 cv, suspensão mais baixa e ficou com aquele jeito delicioso de carro simples tentando brigar acima da própria categoria.

O Fiat Palio 1.8R seguiu uma receita simples, pegou um hatch popular, colocou motor mais forte, pneus mais largos, suspensão mais baixa e criou uma versão realmente diferente das configurações comuns.

Seu motor 1.8 flex de origem GM entrega até 115 cv e 18,6 kgfm, trabalhando com câmbio manual de cinco marchas e diferencial mais curto.

No mercado de usados, há unidades abaixo dos R$ 40 mil, o que coloca o Palio 1.8R entre os esportivos nacionais mais baratos dessa geração.

Volkswagen Golf GTI 1.8 Turbo 2002 a 2006

Volkswagen Golf GTI 2002 a 2006: o 1.8 turbo de até 193 cv ainda empurra com autoridade, enquanto a carroceria discreta esconde um dos hatches mais importantes de sua geração.

O Volkswagen Golf GTI de quarta geração foi produzido no Brasil entre 2002 e 2006 e continua sendo uma das referências quando o assunto é hatch esportivo nacional.

As versões mais comuns usam motor 1.8 turbo de 180 cv e 23,5 kgfm, com opção de câmbio manual ou automático Tiptronic, ambos de cinco marchas.

Em 2006, o motor passou a entregar 193 cv e 25,5 kgfm, mas essas unidades costumam ultrapassar os R$ 60 mil no mercado de usados.

Fiat Punto T-Jet 1.4 Turbo 2009 a 2016

Fiat Punto T-Jet: bonito, confortável e aparentemente civilizado, até o 1.4 turbo de 152 cv entrar em cena e lembrar que aquele Fiat foi feito para provocar quem gosta de dirigir.

O Fiat Punto T-Jet chegou em uma época em que motor pequeno com turbo ainda era novidade no Brasil, mas já mostrava que cilindrada menor não significava desempenho fraco.

O 1.4 16V turbo entrega 152 cv e 21,1 kgfm, levando o hatch de 0 a 100 km/h em 9,1 segundos nos testes realizados na época.

Além do desempenho, o Punto T-Jet registrou 10,4 km/l na cidade e 13,1 km/l na estrada, além de oferecer itens como bancos de couro, teto solar e ar-condicionado digital.

Alan Correa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado, com foco em durabilidade e custo-benefício.