Nova Toyota Hilux 2027 chega com versão elétrica e promete revolução no segmento das picapes
A nova geração da Toyota Hilux foi finalmente revelada na Tailândia e marca uma virada tecnológica na história da picape média mais vendida do Brasil. O modelo chega com design completamente redesenhado, versões híbrida, elétrica e até movida a hidrogênio, ampliando o alcance da linha que deve chegar ao mercado brasileiro apenas em 2026. A aposta da marca é combinar tradição de robustez com a transição energética que vem transformando o setor automotivo mundial.
Novo visual 2027
Visualmente, a Hilux 2026 adota traços mais retos e musculosos, inspirados na força do sumô, como descreve a própria Toyota. Os faróis de LED estão mais finos e a grade assume um formato em colmeia nas versões a combustão, enquanto a elétrica traz uma frente fechada e limpa, reforçando o visual futurista. As lanternas traseiras redesenhadas e o novo para-choque com degraus laterais tornam o acesso à caçamba mais prático, detalhe que reforça o apelo funcional da picape.
Por dentro, o salto de qualidade é evidente. O painel, inspirado no Land Cruiser, agora tem desenho horizontal, materiais mais refinados e central multimídia de até 12,3 polegadas. O quadro de instrumentos também é digital, e o modelo preserva comandos físicos para climatização e tração, uma preferência dos usuários que encaram uso severo no campo ou em estradas ruins. O pacote inclui novos assistentes de condução, como frenagem autônoma, alerta de ponto cego e controle de cruzeiro adaptativo.
A versão elétrica é a principal novidade. Com dois motores — um em cada eixo — e bateria de 59,2 kWh, a Hilux BEV oferece 193 cavalos de potência e autonomia de cerca de 240 km no ciclo europeu. Pensada para uso urbano e frotas corporativas, mantém capacidade de carga de 715 kg e pode rebocar até 1.600 kg, números respeitáveis para uma picape movida a bateria. A Toyota ainda confirmou o desenvolvimento de uma versão a hidrogênio para 2028, reafirmando sua estratégia de diversificação energética.
Nos mercados onde a eletrificação avança mais lentamente, o conhecido motor 2.8 turbodiesel segue em linha, agora com sistema híbrido leve de 48V. Essa configuração entrega desempenho próximo ao da geração anterior, cerca de 204 cv, mas promete consumo menor e emissões reduzidas. A capacidade de carga chega a uma tonelada, e o reboque pode alcançar 3.500 kg, mantendo o foco no trabalho pesado que consolidou a reputação da Hilux.
Produzida na Tailândia e na Argentina, a nova Hilux deve desembarcar no Brasil no segundo semestre de 2026, inicialmente nas versões a diesel e híbrida leve. O lançamento local da variante elétrica ainda depende da infraestrutura de recarga e de estratégias comerciais da marca. A nona geração, no entanto, sinaliza um novo ciclo para a picape: mais tecnológica, mais eficiente e, sobretudo, pronta para disputar espaço em um cenário onde o futuro do motor a combustão começa a perder fôlego.
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