O Contran manteve em 2026 as categorias C, D e E fora da renovação automática da CNH, obrigando caminhoneiros, motoristas de ônibus e condutores de combinações de veículos a seguir o rito completo com exame toxicológico antes mesmo de iniciar o processo médico e administrativo.
Na prática, o avanço da digitalização não chegou ao volante profissional. Enquanto parte dos motoristas de carro e moto pode ter a CNH renovada sem sair de casa, quem dirige caminhão, ônibus, carreta ou bitrem continua preso a um calendário rígido de exames e prazos. A exigência do toxicológico, prevista em lei federal, impede qualquer tipo de renovação automática e transforma a primeira etapa em um gargalo: sem laudo válido, o sistema simplesmente não libera o restante do processo.
A lógica é clara. Categorias C, D e E lidam com veículos de grande porte, longas jornadas e alto risco potencial. Por isso, o controle sobre o uso de substâncias psicoativas continua sendo tratado como prioridade absoluta. O exame deve ser feito em laboratório credenciado, com coleta de cabelo ou pelos, e o resultado precisa estar dentro do prazo de validade para que a renovação possa sequer ser aberta no Detran.
| Categoria | Renovação automática | Exame obrigatório | Primeira etapa |
|---|---|---|---|
| C | Não | Toxicológico | Laboratório credenciado |
| D | Não | Toxicológico | Laboratório credenciado |
| E | Não | Toxicológico | Laboratório credenciado |
O passo a passo começa sempre fora do Detran. Primeiro, o condutor agenda e realiza o exame toxicológico. Só depois do resultado registrado na base nacional é que o sistema permite avançar para a renovação da CNH. A partir daí, entra o fluxo conhecido: abertura do pedido no Detran, conferência de dados, exame de aptidão física e mental e, quando há registro de atividade remunerada, avaliação psicológica.
Além da renovação no vencimento, esses condutores ainda precisam cumprir o toxicológico periódico, mesmo com a CNH dentro da validade. É uma rotina que pesa no bolso, no tempo e na agenda, mas que segue sendo tratada como condição inegociável para manter o direito de dirigir veículos pesados.
O contraste com o novo modelo automático é evidente. Em 2026, a tecnologia simplifica a vida de parte dos motoristas, mas o profissional do volante continua no velho trilho da burocracia, dos exames e das filas. Para quem vive da estrada, a mensagem é direta: enquanto houver categoria C, D ou E na CNH, não existe renovação invisível, nem atalhos digitais. O documento só volta a valer depois que laboratório, clínica e Detran carimbarem, um a um, cada etapa do processo.
Em 2026, quem tem CNH nas categorias C, D ou E não entra na renovação automática e precisa seguir o fluxo tradicional, começando pelo exame toxicológico e só depois avançando para o pedido no Detran, exame médico e emissão do documento.