Com 204 cv, 50,9 kgfm e capacidade para 1.000 kg, Toyota Hilux SRX 2.8 2025 mantém valor maior que Chevrolet S10 High Country 2025
Vale a pena comprar uma Toyota Hilux SRX 2.8 2025 usada ou você estaria pagando uma fortuna por algo que, no fundo, ainda foi feito para carregar saco de cimento?

O 2.8 turbodiesel de 204 cv e 50,9 kgfm, o câmbio automático de seis marchas, a tração 4×4 e a capacidade de levar 1.000 kg fazem dela uma máquina absurdamente competente, e a versão SRX ainda acrescenta conforto, segurança e equipamentos suficientes para transformar uma picape bruta em algo surpreendentemente civilizado.
Em 2025, a Hilux precisou mudar sem abandonar aquilo que a tornou famosa
A Hilux SRX 2025 chegou a um Brasil em que Henrique & Juliano, Menos É Mais e MC Ryan SP dominavam o streaming, enquanto Bad Bunny, Taylor Swift, Bruno Mars e Lady Gaga estavam entre os grandes nomes internacionais, na televisão o BBB25 e o remake de Vale Tudo ainda mostravam a força da TV aberta em uma rotina cada vez mais dividida com redes sociais, streaming e vídeos curtos.
No dinheiro, o cenário era bem menos leve, a inflação brasileira fecharia 2025 em 4,26% e a Selic chegaria a 15% ao ano, enquanto o diesel S10 rondava R$ 6,06 por litro em setembro, financiamento caro e combustível pesado no orçamento empurravam parte do público para escolhas mais racionais, mas o mercado de picapes médias seguia forte e a Hilux terminaria o ano novamente na liderança, justamente quando precisava se adequar ao Proconve L8 com novo DPF e sistema de Arla 32.
Uma ferramenta de trabalho que aprendeu a usar banco de couro



A proposta da SRX é curiosiosamente simples, ela precisa carregar ferramentas numa segunda-feira, enfrentar uma estrada de terra na quarta e levar a família para viajar no sábado sem que ninguém sinta que entrou num veículo comercial, por isso existe uma caçamba de 1.000 litros, capacidade para 1.000 kg, reboque com freio de até 3.500 kg e tração integral temporária convivendo com bancos de couro, ventilação para o motorista, chave presencial, ar-condicionado automático de duas zonas e sistema de som JBL, uma combinação que explica por que ela enfrenta Ford Ranger, Chevrolet S10, Mitsubishi Triton e Nissan Frontier sem abandonar a clientela que compra picape para trabalhar.
O 2.8 não tem pressa, tem força

O quatro-cilindros 2.8 turbodiesel 1GD-FTV produz 204 cv e principalmente 50,9 kgfm de torque, que é a força responsável por tirar mais de duas toneladas da inércia e continuar empurrando quando a caçamba está carregada, o automático Aisin de seis marchas trabalha com conversor de torque e privilegia suavidade em vez de esportividade, os 12 segundos até 100 km/h deixam claro que ninguém projetou isto para arrancadas de semáforo, mas a força em baixa rotação ajuda em subidas, ultrapassagens e terreno ruim, enquanto o consumo de 9,3 km/l na cidade e 10 km/l na estrada permite autonomia teórica de 744 a 800 km com os 80 litros do tanque.
Na terra ela parece menor do que realmente é

Os 5,32 metros de comprimento e o diâmetro de giro de 12,4 metros lembram rapidamente que a Hilux não nasceu para vagas apertadas de shopping, mas fora do asfalto o tamanho incomoda menos porque há 286 mm de altura livre do solo, bons ângulos para enfrentar valetas e um conjunto de suspensão dianteira independente com eixo rígido e feixe de molas atrás, solução pouco sofisticada no papel e tremendamente lógica para carga, embora vazia a traseira possa pular e transmitir pancadas que um SUV esconderia melhor, enquanto dentro há espaço adequado para cinco pessoas, boa posição de dirigir e equipamentos suficientes para transformar algumas centenas de quilômetros em algo perfeitamente suportável.
Caçamba para trabalho pesado e viagem longa

A caçamba de 1.000 litros e a carga útil de 1.000 kg fazem da Hilux SRX 2025 uma picape realmente útil para quem leva ferramentas, equipamentos, material de trabalho ou muita bagagem, enquanto a capacidade de rebocar até 3.500 kg com freio amplia o uso em fazendas, obras e viagens com carreta, mas o tamanho da carroceria cobra seu preço em garagens apertadas e no uso urbano.
O problema moderno da Hilux está onde não existe graxa
A mecânica 2.8 continua com reputação forte, mas a pesquisa sobre unidades 2025 mostra reclamações que merecem atenção no mercado de usados, aparecem casos envolvendo DPF, bomba e leitura do Arla 32, sensores do sistema de emissões, mensagens de “verifique o motor”, falhas do PCS de prevenção de colisões, sensores ligados ao alerta de faixa e centrais multimídia que travam ou perdem a conexão com Apple CarPlay, existem inclusive relatos de substituições de componentes em garantia e retornos repetidos à concessionária, isso não permite chamar todos esses defeitos de crônicos em toda a frota, porém forma um padrão suficientemente relevante para tornar scanner, histórico de garantia e teste completo da eletrônica obrigatórios antes da compra.
DPF e Arla transformaram o diesel moderno em outra espécie de animal
Uma Hilux diesel já não pode ser tratada como aquelas caminhonetes antigas que funcionavam com meia dúzia de fios e continuariam rodando depois do apocalipse, o DPF precisa atingir condições adequadas para queimar as partículas acumuladas e a própria Toyota orienta que trajetos curtos repetidos podem prejudicar essa regeneração, enquanto o sistema de Arla 32 acrescenta bomba, sensores, conexões e componentes de pós-tratamento ao escapamento, portanto quem utiliza a picape apenas para percorrer poucos quilômetros na cidade pode estar oferecendo justamente o tipo de rotina que esse sistema menos aprecia, e luzes persistentes de DPF ou motor jamais devem ser resolvidas simplesmente apagando o erro.
Manutenção não é complicada, mas definitivamente não é barata
Peças mecânicas e conhecimento sobre Hilux estão espalhados pelo Brasil como consequência de décadas de vendas, especialmente em regiões agrícolas, porém uma SRX 2025 reúne injeção diesel de alta pressão, turbo, DPF, Arla, sensores, câmeras, assistência eletrônica e transmissão automática em um veículo cujo valor continua próximo de R$ 300 mil, por isso economizar usando diesel ruim, óleo fora da especificação ou manutenção improvisada pode produzir uma conta bastante desagradável, e numa compra usada vale mais uma unidade com revisões comprovadas e quilômetros de estrada do que outra aparentemente impecável que passou a vida fazendo trajetos curtos e escondendo advertências apagadas no scanner.
Por quase R$ 295 mil, a fama ainda custa dinheiro
Em agosto de 2026, a Hilux SRX 2.8 automática ano 2025 aparece na Tabela Fipe (Código Fipe: 002141-5) por R$ 294.712, enquanto a Chevrolet S10 High Country 2.8 2025 está em R$ 256.119, diferença que ajuda a entender como a Toyota consegue cobrar pela reputação construída durante décadas, a SRX permanece valorizada porque existe procura, rede ampla e uma imagem de durabilidade difícil de fabricar por marketing sozinho, mas quem compra exclusivamente por potência, equipamentos ou preço encontra argumentos bastante sérios para olhar também Ranger, S10, Triton e Frontier.
A Hilux continua sendo Hilux, só que agora é preciso levar um scanner
A resposta para a pergunta central é sim, a Hilux SRX 2.8 2025 continua fazendo sentido para quem precisa de carga, estrada ruim, viagens longas, reboque e um veículo que possa trabalhar durante a semana sem castigar demais a família no fim de semana, seu motor forte, estrutura resistente e capacidade de carga ainda justificam boa parte da fama, porém ela não é mais aquela máquina quase primitiva que podia ser comprada apenas olhando fumaça, vazamento e barulho de suspensão, porque a Hilux moderna ganhou conforto, segurança e inteligência eletrônica, e junto com tudo isso ganhou novos lugares para dar problema.
“A Hilux continua tendo aquela sensação rara de ferramenta construída para trabalhar de verdade, você fecha a porta e entende por que tanta gente confia nela há décadas, mas hoje eu compraria uma SRX com a mesma atenção dedicada ao motor e aos sensores.”– Opinião de Alan Corrêa, jornalista automotivo
Ficha Técnica do Toyota Hilux SRX 2.8 2025
Informações gerais
| Ano | 2025 |
|---|---|
| Propulsão | Combustão |
| Combustível | Diesel |
| Procedência | Importado |
| Configuração | Picape |
| Porte | Médio |
| Lugares | 5 |
| Portas | 4 |
| Geração | 8 |
| Plataforma | IMV |
Motor
| Instalação | Dianteiro |
|---|---|
| Aspiração | Turbocompressor |
| Disposição | Longitudinal |
| Alimentação | Injeção direta |
| Cilindros | 4 em linha |
| Comando de válvulas | Duplo no cabeçote |
| Cilindrada unitária | 689 cm³ |
| Acionamento do comando | Corrente |
| Válvulas por cilindro | 4 |
| Diâmetro do cilindro | 92 mm |
| Razão de compressão | 15,6:1 |
| Curso do pistão | 103,6 mm |
| Deslocamento | 2.755 cm³ |
| Potência máxima | 204 cv a 3.400 rpm |
| Código do motor | 1GD-FTV |
| Torque máximo | 50,9 kgfm a 2.800 rpm |
| Peso/potência | 10,25 kg/cv |
| Torque específico | 18,5 kgfm/litro |
| Peso/torque | 41,1 kg/kgfm |
| Potência específica | 74,0 cv/litro |
| Rotação máxima | 4.500 rpm |
| Viscosidade do óleo | 5W-30 |
Câmbio e tração
| Tração | Integral temporária |
|---|---|
| Câmbio | Automático de 6 marchas |
| Código do câmbio | Aisin AC60F |
| Acoplamento | Conversor de torque |
Desempenho
| Velocidade máxima | 180 km/h |
|---|---|
| Aceleração de 0 a 100 km/h | 12 s |
Consumo e autonomia
| Consumo urbano | 9,3 km/l |
|---|---|
| Consumo rodoviário | 10 km/l |
| Autonomia urbana | 744 km |
| Autonomia rodoviária | 800 km |
Dimensões e capacidades
| Comprimento | 5.325 mm |
|---|---|
| Largura | 1.855 mm |
| Distância entre-eixos | 3.085 mm |
| Altura | 1.815 mm |
| Caçamba | 1.000 litros |
| Tanque de combustível | 80 litros |
| Peso | 2.090 kg |
| Carga útil | 1.000 kg |
| Reboque sem freio | 750 kg |
| Reboque com freio | 3.500 kg |
| Ângulo de entrada | 29° |
| Ângulo de saída | 26° |
| Ângulo central | 28,6° |
| Altura mínima do solo | 286 mm |
Suspensão
| Suspensão dianteira | Independente, braços sobrepostos |
|---|---|
| Elemento elástico dianteiro | Mola helicoidal |
| Suspensão traseira | Eixo rígido |
| Elemento elástico traseiro | Feixe de molas semielípticas |
Direção e freios
| Assistência da direção | Hidráulica |
|---|---|
| Diâmetro de giro | 12,4 m |
| Freios dianteiros | Discos ventilados |
| Freios traseiros | Tambor |
Rodas e pneus
| Pneus dianteiros | 265/60 R18 |
|---|---|
| Pneus traseiros | 265/60 R18 |
| Altura do flanco | 159 mm |
| Estepe | 265/60 R18 |
Equipamentos de segurança
| Freios ABS | Sim |
|---|---|
| Airbags frontais | Sim |
| Airbags laterais | Sim |
| Airbags de cortina | Sim |
| Alarme antifurto perimétrico | Sim |
| Alarme antifurto volumétrico | Sim |
| Sistema antifurto de rodas | Sim |
| Câmera traseira para manobras | Sim |
| Câmeras para visão de 360 graus | Sim |
| Cintos de três pontos para todos os ocupantes | Sim |
| Encosto de cabeça para todos os ocupantes | Sim |
| Controle de estabilidade | Sim |
| Controle de tração | Sim |
| Faróis de LED | Sim |
| Faróis com refletores duplos | Sim |
| Faróis com regulagem de altura | Sim |
| Faróis de neblina | Sim |
| Luz traseira de neblina | Sim |
| Repetidores laterais das luzes de direção | Sim |
| Travamento central das portas | Sim |
| Luz de condução diurna | Sim |
| Controle automático de descida | Sim |
| Desembaçador do vidro traseiro | Sim |
| ISOFIX para fixação de cadeira infantil | Sim |
| Alerta de colisão frontal | Sim |
| Assistente de partida em rampa | Sim |
| Sensores de estacionamento dianteiro | Sim |
| Sensores de estacionamento traseiro | Sim |
| Alerta de mudança de faixa | Sim |
| Frenagem automática de emergência | Sim |
| Chamada de assistência de emergência | Sim |
| Assistência na recuperação veicular | Sim |
| Vetorização de torque | Sim |
| Tração integral | Sim |
| Estepe | Sim |
Equipamentos de conforto
| Ar-condicionado | Sim |
|---|---|
| Ar-condicionado automático | Sim |
| Zonas de ar-condicionado | 2 |
| Ar quente | Sim |
| Saída de ar para o banco traseiro | Sim |
| Direção assistida | Sim |
| Banco do motorista com ajuste de altura | Sim |
| Apoio de braço para o motorista | Sim |
| Apoio de braço central no banco traseiro | Sim |
| Câmbio automático | Sim |
| Ajuste do volante em altura | Sim |
| Ajuste do volante em profundidade | Sim |
| Cintos de segurança com ajuste de altura | Sim |
| Bancos revestidos em couro | Sim |
| Banco do motorista com ajuste elétrico | Sim |
| Banco do motorista com ventilação | Sim |
| Controle automático de velocidade | Sim |
| Controle de velocidade adaptativo | Sim |
| Controle elétrico dos vidros dianteiros | Sim |
| Controle elétrico dos vidros traseiros | Sim |
| Faróis com acendimento automático | Sim |
| Ajuste elétrico dos retrovisores | Sim |
| Retrovisores rebatíveis eletricamente | Sim |
| Retrovisor interno fotocrômico | Sim |
| Rodas de liga leve | Sim |
| Banco traseiro bipartido | Sim |
| Banco traseiro rebatível | Sim |
| Luz de teto traseira | Sim |
| Comando interno da tampa de abastecimento | Sim |
| Chave presencial | Sim |
| Porta-luvas/console climatizado | Sim |
| Alças de segurança no teto | Sim |
Equipamentos de entretenimento e conectividade
| Rádio | Sim |
|---|---|
| Conexão USB | Sim |
| Conexão Bluetooth | Sim |
| Tomada de 12 volts | Sim |
| Navegador GPS | Sim |
| Volante multifuncional | Sim |
| Computador de bordo | Sim |
| Conta-giros | Sim |
| Termômetro do líquido de arrefecimento | Sim |
| Indicador de temperatura externa | Sim |
| Espelhamento da tela do celular | Sim |
| Roteador Wi-Fi | Opcional |
| Sistema de som premium JBL | Sim |
| Subwoofer | Sim |
| TV digital | Sim |
| Comandos ao veículo através de aplicativo | Sim |
| Informações do veículo através de aplicativo | Sim |
Hilux SRX 2025 ainda cobra caro pela fama no mercado de usados
A Toyota Hilux SRX 2.8 2025 continua sustentando uma valorização que poucos rivais conseguem acompanhar, com preço de referência de R$ 294.712 em agosto de 2026, praticamente no mesmo patamar de Ford Ranger Limited V6 e Volkswagen Amarok Extreme, mas bem acima da Chevrolet S10 High Country e da Nissan Frontier PRO-4X.
Essa diferença mostra que o comprador de Hilux ainda paga não apenas pelo motor 2.8 diesel, pela tração 4×4 e pela capacidade de trabalho, mas também pela reputação de durabilidade e pela procura forte no mercado de usados, embora S10 e Frontier entreguem propostas equivalentes por dezenas de milhares de reais a menos.
| Modelo | Preço Fipe | Diferença para a Hilux |
|---|---|---|
| Toyota Hilux SRX 2.8 2025 | R$ 294.712 | Referência |
| Ford Ranger Limited+ 3.0 V6 2025 | R$ 297.083 | R$ 2.371 mais cara |
| Volkswagen Amarok Extreme 3.0 V6 2025 | R$ 295.875 | R$ 1.163 mais cara |
| Chevrolet S10 High Country 2.8 2025 | R$ 256.962 | R$ 37.750 mais barata |
| Nissan Frontier PRO-4X 2.3 2025 | R$ 233.508 | R$ 61.204 mais barata |
| Nissan Frontier Platinum 2.3 2025 | R$ 228.781 | R$ 65.931 mais barata |
*Com informações de Toyota, UOL e Reclameaqui.
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