Renault Duster Iconic Plus 1.3 2025 tem 170 cv, CVT, porta-malas de 475 litros e Fipe de R$ 115 mil, mas exige atenção à injeção e ao recall

Publicado por em Renault dia | Atualizado em
Renault Duster Iconic Plus 1.3 2025 tem 170 cv, CVT, porta-malas de 475 litros e Fipe de R$ 115 mil, mas exige atenção à injeção e ao recall

O Renault Duster Iconic Plus 1.3 Turbo 2025 tem um tipo de força que aparece logo nos primeiros metros, com 170 cv, bom vão livre do solo e espaço suficiente para enfrentar cidade, estrada e viagem em família sem parecer deslocada em nenhum desses cenários.

A Duster combina espaço, desempenho e suspensão alta, mas há detalhes importantes antes da compra.
A Duster combina espaço, desempenho e suspensão alta, mas há detalhes importantes antes da compra.

O problema começa quando esse pacote chega ao mercado de usados, porque o desempenho forte e a cabine espaçosa dividem espaço com relatos de falhas na injeção, start-stop e um recall importante no eixo traseiro, pontos que mudam completamente a decisão de compra.

Em 2025, o SUV já precisava entregar muito mais que aparência aventureira

O Duster 2025 Turbo atravessa um Brasil em que Henrique & Juliano dominam o streaming, “Tubarões”, de Diego & Victor Hugo, vira um dos grandes sucessos musicais e o remake de “Vale Tudo” recoloca personagens conhecidos na televisão, enquanto celulares, aplicativos e compras digitais já fazem parte de praticamente toda decisão de consumo e o comprador de automóvel chega à loja comparando preço, equipamento e consumo antes mesmo de conversar com um vendedor.

Na economia, o PIB brasileiro cresce 2,3% em 2025 e o IPCA fecha em 4,26%, enquanto a gasolina comum termina dezembro perto de R$ 6,19 por litro na média nacional e os SUVs passam de metade dos emplacamentos de veículos novos, cenário que aumenta a cobrança por motores menores e turbo, câmbios automáticos, espaço familiar e equipamentos de segurança, exatamente o terreno em que a Duster tenta preservar uma fórmula antiga de carroceria robusta acrescentando desempenho e tecnologia.

Um Duster para quem precisava de força sem abandonar espaço e altura

O Renault Duster Iconic Plus 2025 serve à família, encara viagens e ruas ruins com facilidade e continua interessante como usado bem cuidado.
O Renault Duster Iconic Plus 2025 serve à família, encara viagens e ruas ruins com facilidade e continua interessante como usado bem cuidado.

A Iconic Plus 1.3 TCe ocupa o lado mais sofisticado da segunda geração da Duster e mira principalmente famílias, motoristas que viajam e compradores que enfrentam asfalto ruim ou estradas de terra leves, mantendo 237 mm de altura mínima do solo, bons ângulos de entrada e saída e uma cabine ampla, mas sem tentar ser um 4×4 de trilha, enquanto enfrenta diretamente SUVs como Volkswagen T-Cross, Chevrolet Tracker, Jeep Renegade, Hyundai Creta e Nissan Kicks com uma proposta menos urbana e mais tolerante ao piso brasileiro.

O 1.3 turbo muda completamente a personalidade da Duster

O motor 1.3 turbo de 170 cv responde forte no trânsito, sobe sem esforço e dá segurança nas ultrapassagens de estrada.
O motor 1.3 turbo de 170 cv responde forte no trânsito, sobe sem esforço e dá segurança nas ultrapassagens de estrada.

O motor 1.3 TCe de quatro cilindros entrega 170 cv com etanol e 162 cv com gasolina, além de 27,5 kgfm já a 1.600 rpm, força suficiente para fazer os 1.353 kg saírem de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos e chegar a 190 km/h, enquanto o CVT com oito marchas simuladas mantém o motor cheio nas retomadas e torna ultrapassagens muito menos sofridas que nas versões aspiradas, a suspensão McPherson na frente e eixo de torção atrás aceita buracos com competência e os pneus 215/60 R17 preservam uma camada razoável de borracha entre a roda e o asfalto.

Consumo razoável para um SUV de 170 cv, mas longe de ser econômico

Com etanol faz 7,7 km/l na cidade e 8,4 km/l na estrada; com gasolina são 10,8 e 11,5 km/l, com tanque de 46 litros.
Com etanol faz 7,7 km/l na cidade e 8,4 km/l na estrada; com gasolina são 10,8 e 11,5 km/l, com tanque de 46 litros.

Na cidade, a Duster registra 7,7 km/l com etanol e 10,8 km/l com gasolina, passando para 8,4 km/l e 11,5 km/l na estrada, respectivamente, enquanto o tanque de 46 litros permite autonomia rodoviária declarada de até 529 km com gasolina, números aceitáveis diante do desempenho e da área frontal de um SUV alto, porém quem roda diariamente em congestionamentos precisa considerar que um turbo de 170 cv movimentando mais de 1,3 tonelada não entrega o custo de abastecimento de um SUV compacto 1.0.

É dentro da cabine que a velha fórmula da Duster ainda faz sentido

O CVT deixa a condução suave, a direção elétrica facilita manobras e a tração dianteira atende bem cidade, estrada e terra leve.
O CVT deixa a condução suave, a direção elétrica facilita manobras e a tração dianteira atende bem cidade, estrada e terra leve.
Cinco pessoas viajam com boa folga, a posição alta melhora a visão e bancos de couro e ar automático deixam as viagens mais agradáveis.
Cinco pessoas viajam com boa folga, a posição alta melhora a visão e bancos de couro e ar automático deixam as viagens mais agradáveis.
O porta-malas leva 475 litros e a carga útil chega a 500 kg, combinação que funciona bem para malas, compras e rotina familiar.
O porta-malas leva 475 litros e a carga útil chega a 500 kg, combinação que funciona bem para malas, compras e rotina familiar.

Cinco pessoas cabem de verdade e dois adultos viajam com boa folga atrás, enquanto um terceiro passageiro central enfrenta as limitações naturais de largura da categoria, o teto alto favorece a cabeça e as portas grandes facilitam entradas e saídas, mas o grande argumento continua sendo o porta-malas de 475 litros, acompanhado por bancos de couro, ar-condicionado automático, chave presencial, carregador por indução, multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, câmera 360 graus, alerta de ponto cego e uma posição de dirigir alta que ajuda bastante na leitura do trânsito.

O usado pede atenção principalmente ao sistema de alimentação e à partida

Os pontos negativos aparecem em relatos de bomba de alta, bicos, start-stop e partida irregular, além do recall do eixo traseiro.
Os pontos negativos aparecem em relatos de bomba de alta, bicos, start-stop e partida irregular, além do recall do eixo traseiro.

Os relatos encontrados não permitem chamar toda Duster 1.3 Turbo 2025 de problemática, porém existem ocorrências documentadas de bomba de combustível de alta pressão, bicos injetores, partida demorada, motor apagando depois de ligar e consumo anormalmente elevado, além de reclamações sobre start-stop inoperante ou acompanhado de solavancos, por isso uma unidade usada deve ser ligada completamente fria e novamente quente, permanecer alguns minutos em marcha lenta e passar por diagnóstico eletrônico antes da compra, principalmente se houver oscilação de giro, dificuldade de partida ou luz de injeção.

O CVT não aparece como vilão crônico, mas não pode escapar do teste

Não há base consistente para declarar o X-Tronic como um defeito crônico desta versão, embora exista relato de uma Iconic Plus 1.3 com fortes solavancos e investigação que levou à indicação de troca da bomba de lubrificação do câmbio, portanto o teste deve incluir engates de D e R com o carro frio e quente, arrancadas suaves, retomadas fortes e trânsito lento, procurando demora para movimentar, vibração, ruído ou tranco que fuja do funcionamento naturalmente contínuo de um CVT.

Há um recall que transforma consulta de chassi em obrigação

A Renault convocou Duster fabricadas entre 16 de setembro e 6 de dezembro de 2024, com chassis não sequenciais entre J060924 e J187197, depois de identificar falha de usinagem nas roscas de fixação do rolamento do eixo traseiro à carroceria, condição capaz de deixar elementos de fixação soltos ou ausentes e que em situação extrema pode comprometer a ligação do eixo ao chassi, portanto qualquer Duster 2025 candidata à compra precisa ter o histórico dessa campanha conferido antes de dinheiro e documento mudarem de mãos.

Manutenção de turbo e injeção direta exige histórico, não improviso

A Duster continua contando com boa presença da Renault no Brasil e oferta ampla de componentes de desgaste, mas esta 1.3 TCe não deve ser tratada como a antiga Duster de mecânica simples que aceitava manutenção negligenciada, porque turbo, injeção direta, bomba de alta pressão, eletrônica e CVT elevam a importância do óleo correto, revisões documentadas e diagnóstico especializado, enquanto seguro varia por perfil e região e impostos dependem do estado, fazendo uma unidade barata e sem histórico representar risco financeiro maior que um exemplar mais caro e comprovadamente bem mantido.

Por R$ 115 mil, a Duster entra em uma disputa interessante entre usados

A Duster Iconic Plus 1.3 Turbo 2025 aparece na Tabela Fipe de agosto de 2026 por R$ 115.268, abaixo de referências equivalentes como Chevrolet Tracker Premier 1.2 2025 a R$ 127.496, Jeep Renegade Sahara T270 2025 a R$ 133.186 e Volkswagen T-Cross Highline 250 TSI 2025 a R$ 140.879, diferença que transforma o Renault em alternativa forte para quem prioriza desempenho, espaço e altura livre do solo, desde que o preço menor não esconda histórico incompleto ou uma unidade problemática.

Vale a pena comprar uma Renault Duster Iconic Plus 1.3 Turbo 2025 usada?

Sim para quem quer um SUV espaçoso, alto, rápido nas retomadas e confortável em pisos ruins sem pagar o valor de alguns concorrentes equivalentes, mas a compra precisa ser condicionada a histórico de manutenção, scanner, partida fria, inspeção do sistema de injeção, teste completo do CVT e conferência do recall, porque a Duster 1.3 TCe preserva a robustez estrutural que construiu o nome do modelo, porém acrescenta uma mecânica moderna que cobra mais cuidado quando algo foi negligenciado.

Renault Duster Iconic Plus 1.3 2025 x Jeep Renegade 2026: qual é melhor?

A Renault Duster Iconic Plus 1.3 Turbo 2025 usada entra nessa disputa com 170 cv, 27,5 kgfm, câmbio CVT e porta-malas de 475 litros. Seu ponto forte está no espaço, no desempenho e na praticidade para família, viagens e uso diário.

O Jeep Renegade 2026 oferece uma linha mais ampla, com versões que vão de configurações mais simples até opções com mais equipamentos, assistências de condução e tração 4×4. Por isso, o resultado muda bastante conforme a versão colocada diante da Duster.

Contra Sport e Altitude, a Duster tende a entregar um conjunto mais interessante para quem prioriza espaço e custo-benefício. Longitude e Sahara equilibram ou viram a disputa pelos equipamentos, enquanto o Willys é claramente superior quando a prioridade é capacidade fora do asfalto.

Versão do Renegade Duster ganha Duster perde Total
Sport 2026 Espaço interno, porta-malas e custo-benefício Garantia de carro zero e segurança ✅ Duster ganha
Altitude 2026 Espaço, porta-malas e praticidade Tecnologia e equipamentos ✅ Duster ganha
Longitude 2026 Porta-malas, espaço e desempenho Acabamento e pacote de equipamentos ⚖️ Empate técnico
Sahara 2026 Espaço interno e capacidade de bagagem Conforto, tecnologia e equipamentos ❌ Duster perde
Willys 2026 Espaço e porta-malas Tração 4×4, capacidade off-road e recursos para terrenos difíceis ❌ Duster perde

Com informações do Reclameaqui, Motorshow, QuatroRodas e Renault.

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Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.