SUV Toyota desvaloriza cerca de R$ 58 mil em valor e chega aos usados com motor 2.0 flex da família Corolla, câmbio CVT, ar traseiro e banco com encosto ajustável

Publicado por em Toyota dia
SUV Toyota desvaloriza cerca de R$ 58 mil em valor e chega aos usados com motor 2.0 flex da família Corolla, câmbio CVT, ar traseiro e banco com encosto ajustável

O preço caiu, e caiu bastante, cerca de R$ 58 mil ficaram pelo caminho desde os tempos em que esse SUV da Toyota brilhava no salão da concessionária, mas a parte curiosa é que o carro não perdeu junto o motor 2.0 flex, o câmbio automático CVT, o espaço para a família e aquela fama de Toyota que costuma fazer muita gente olhar duas vezes para um usado.

Quem pagou caro quando o Toyota Corolla Cross XRE 2.0 Flex CVT 2023 era novo provavelmente não vai gostar muito dessa conta, mas para quem chega agora a história é bem melhor, porque boa parte da queda de preço já aconteceu e o carro aparece no mercado de segunda mão carregando praticamente as mesmas qualidades que tinha quando custava muito mais.

O Corolla Cross entrou no mercado com preço de SUV novo, mas hoje chama mais atenção como usado após perder cerca de R$ 58 mil sem abrir mão do conjunto 2.0 flex.
O Corolla Cross entrou no mercado com preço de SUV novo, mas hoje chama mais atenção como usado após perder cerca de R$ 58 mil sem abrir mão do conjunto 2.0 flex.

O motor 2.0 flex vem da família mecânica conhecida do Corolla e não tenta bancar o esportivo de domingo, ele foi feito para funcionar de maneira suave, ganhar velocidade sem sustos e levar o carro pela cidade ou pela estrada sem transformar cada acelerada em um pequeno evento.

Debaixo do capô está o 2.0 flex de até 177 cv, ligado ao câmbio automático CVT, conjunto conhecido por priorizar respostas suaves e condução tranquila no uso diário.
Debaixo do capô está o 2.0 flex de até 177 cv, ligado ao câmbio automático CVT, conjunto conhecido por priorizar respostas suaves e condução tranquila no uso diário.

O CVT segue a mesma filosofia e trabalha sem aquelas trocas marcadas de um câmbio automático tradicional, algo que pode não render conversa de posto de gasolina, mas faz bastante sentido quando existe uma família dentro do carro querendo apenas chegar ao destino sem cabeçadas a cada mudança de marcha.

Na cidade, a posição elevada ajuda a enxergar melhor o trânsito, enquanto os comandos simples e os botões físicos evitam transformar tarefas básicas em distração ao volante.
Na cidade, a posição elevada ajuda a enxergar melhor o trânsito, enquanto os comandos simples e os botões físicos evitam transformar tarefas básicas em distração ao volante.

E família é justamente onde esse Toyota começa a mostrar serviço, porque atrás há espaço para passageiros adultos, saídas próprias de ar-condicionado, entradas USB e até ajuste de inclinação do encosto, coisas que parecem detalhe até alguém passar algumas horas sentado no banco traseiro em pleno verão brasileiro.

Para quem viaja com a família, o banco traseiro pesa a favor: há saídas de ar-condicionado, entradas USB e ajuste de inclinação no encosto para aliviar trajetos longos.
Para quem viaja com a família, o banco traseiro pesa a favor: há saídas de ar-condicionado, entradas USB e ajuste de inclinação no encosto para aliviar trajetos longos.

O porta-malas também entra nessa história porque consegue receber malas, compras grandes e itens como carrinho de bebê, então não é preciso escolher entre levar a bagagem ou aquele objeto enorme que alguém decidiu colocar no carro cinco minutos antes da viagem.

O porta-malas tem espaço para malas, compras grandes e até carrinho de bebê, sem obrigar a família a escolher o que fica em casa antes de uma viagem de fim de semana.
O porta-malas tem espaço para malas, compras grandes e até carrinho de bebê, sem obrigar a família a escolher o que fica em casa antes de uma viagem de fim de semana.

Na frente, o motorista fica sentado mais alto e enxerga bem o trânsito ao redor, enquanto os comandos continuam fáceis de alcançar e a central multimídia conserva botões físicos, uma ideia simples que evita a moda de esconder funções básicas dentro de telas e menus.

A suspensão foi acertada para lidar com pisos ruins sem fazer os ocupantes pagarem por cada remendo do asfalto, mas o carro continua firme o bastante para passar segurança em curvas e viagens, exatamente o tipo de equilíbrio esperado de um SUV criado para uso familiar.

A suspensão foi feita para encarar piso ruim sem castigar os ocupantes e mantém comportamento estável em curvas, algo importante em um SUV pensado para uso familiar.
A suspensão foi feita para encarar piso ruim sem castigar os ocupantes e mantém comportamento estável em curvas, algo importante em um SUV pensado para uso familiar.

Nada disso faria tanta diferença se o preço ainda estivesse perto daquele cobrado quando o carro era novo, só que a perda de cerca de R$ 58 mil mudou a conversa e colocou na mesma mesa compradores que talvez nunca tivessem pensado nesse Toyota quando ele ainda estava nas vitrines.

É uma situação engraçada do mercado de usados, porque o tempo levou uma boa quantidade de dinheiro embora e deixou para trás justamente as partes que interessam, como motor 2.0, transmissão CVT, cabine espaçosa, banco traseiro confortável e um carro grande o bastante para encarar a rotina de uma família.

Mas ninguém deveria comprar apenas porque existe um emblema Toyota na grade, já que um usado mal cuidado consegue dar trabalho independentemente da marca e por isso histórico de revisões, estado do motor, funcionamento do câmbio, suspensão, pneus e conservação precisam ser conferidos antes de fechar negócio.

Uma unidade que passou os anos recebendo manutenção correta é outra conversa, porque boa parte daquela fama de durabilidade depende justamente de óleo trocado na hora certa, peças adequadas e donos que não tenham tratado o painel aceso como decoração.

Também há uma vantagem quando chegar a hora de vender, pois modelos da Toyota costumam despertar interesse no mercado de segunda mão e um carro bem conservado, com revisões registradas e documentação em ordem tende a começar essa conversa com alguma ajuda do próprio nome que leva na dianteira.

Vale a pena comprar um Toyota Corolla Cross XRE 2.0 Flex CVT usado?

No papel, perder R$ 58 mil parece uma história ruim e realmente foi para quem absorveu essa queda desde o carro novo, mas para o comprador que chega depois ela pode ser justamente o motivo para encontrar um SUV com motor de família Corolla, câmbio CVT, espaço de sobra e conforto familiar por uma conta muito menos pesada.

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Alan Correa
Alan Correa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lancamentos e monitorar a desvalorizacao de usados. No Carro.Blog.br, assina testes tecnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-beneficio.