9 carros que fizeram história no Brasil e são bons como usados ainda hoje, mas não são perfeitos
Comprar um desses carros hoje é quase abrir uma porta que ficou fechada por décadas, basta sentar, olhar o painel, segurar o volante e deixar voltarem as viagens antigas, as ruas conhecidas, as músicas esquecidas e as pessoas que fizeram parte daquela época.
Mas nenhum deles precisa ficar preso à lembrança, quando bem escolhido um carro antigo pode ganhar uma segunda história, voltar para a estrada, acompanhar novos passeios e transformar uma memória da juventude em um companheiro para os próximos anos.
Volkswagen Santana GLS 2000i 1992

Houve um tempo em que chegar de Santana dizia muita coisa sem precisar explicar nada, o GLS aparecia nas viagens longas, nos almoços de domingo e nos estacionamentos das empresas com aquele jeito de carro importante que fazia uma criança olhar pela janela e imaginar que ali dentro a vida era um pouco melhor.
Debaixo do capô está o AP 2.0 de 1.984 cm³ com injeção eletrônica, 112 cv e 17,5 kgfm, ligado ao câmbio manual de cinco marchas e à tração dianteira, um conjunto que prefere força em baixa, estrada tranquila e viagens com a família a qualquer tentativa de parecer esportivo.
Ter um Santana hoje é aceitar novamente esse ritmo, com cabine ampla, bancos grandes, comportamento rodoviário confortável e uma mecânica AP que continua conhecida por oficinas de todo o país, por isso faz mais sentido procurar um carro preservado do que se deixar seduzir pelo exemplar mais barato.
Na compra vale investigar arrefecimento, vazamentos, direção hidráulica, suspensão, elétrica, injeção, corrosão e reparos antigos de carroceria, enquanto exemplares comuns aparecem aproximadamente entre R$ 15 mil e R$ 30 mil e unidades GLS muito preservadas podem superar R$ 40 mil.
Chevrolet Kadett GL 2.0 EFI 1996

Quem viu um Kadett novo chegando pela primeira vez provavelmente se lembra da diferença que ele fazia entre tantos carros quadrados, havia algo de moderno naquela carroceria baixa e limpa que fazia o Chevrolet parecer ter vindo de alguns anos no futuro.
O GL 2.0 EFI usa motor de 1.998 cm³ com aproximadamente 110 cv e 17,6 kgfm, câmbio manual de cinco marchas e tração dianteira, enquanto o peso relativamente baixo ajuda a transformar números modestos pelos padrões atuais em respostas ainda agradáveis ao volante.
Comprar um hoje é redescobrir como um hatch simples podia misturar desempenho, conforto e um porta-malas enorme sem precisar de telas ou modos de condução, com a vantagem de uma mecânica GM conhecida e a desvantagem de peças de acabamento originais cada vez mais trabalhosas de encontrar.
Marcha lenta irregular, sensores envelhecidos, ignição, arrefecimento, vazamentos, buchas, pivôs, direção e adaptações elétricas precisam ser conferidos antes da compra, enquanto a referência fica perto dos R$ 11 mil e exemplares realmente íntegros podem ser negociados bem acima disso.
Chevrolet Monza GLS 2.0 EFI 1995

Antes de os SUVs tomarem as garagens havia o Monza, carro de casamento, de gerente, de pai de família e de férias com malas até o limite do porta-malas, numa época em que olhar aquele Chevrolet estacionado diante de casa podia significar que alguma coisa tinha dado certo na vida.
O GLS 2.0 EFI usa o conhecido Família II de 1.998 cm³ com injeção eletrônica e câmbio manual de cinco marchas, entregando potência na casa dos 110 cv em determinadas configurações e principalmente aquela força em baixa que permitia conduzir sem transformar cada ultrapassagem em uma corrida de rotações.
Um Monza bem conservado ainda consegue reproduzir parte daquela sensação, com bancos macios, cabine espaçosa e uma condução tranquila que combina muito mais com estrada e conversa do que com pressa, além de uma mecânica que permanece familiar para muitos profissionais.
Sensores da EFI, marcha lenta, arrefecimento, vazamentos, suspensão, direção hidráulica, parte elétrica e corrosão merecem atenção, enquanto exemplares 1995 costumam aparecer entre R$ 19 mil e R$ 30 mil e unidades especialmente preservadas podem ultrapassar essa faixa.
Ford Escort XR3 1.8 1991

Existem carros que lembram uma época e existem carros que eram o sonho daquela época, o XR3 pertence ao segundo grupo porque teto solar, faróis auxiliares, aerofólio e rodas próprias bastavam para transformar sua chegada ao posto em um pequeno acontecimento.
O AP 1.8 de 1.781 cm³ entrega 97 cv e 16 kgfm com carburador de corpo duplo e câmbio manual de cinco marchas, números que hoje parecem discretos até o carro começar a andar e o baixo peso mostrar por que aquele Escort conseguia divertir tanto.
Comprar um XR3 hoje envolve mais emoção do que lógica, porque motor e câmbio continuam relativamente simples enquanto bancos, rodas, faróis, acabamentos e peças específicas do teto solar passaram a determinar quanto trabalho e dinheiro serão necessários para devolver originalidade ao carro.
Corrosão, infiltração pelo teto, carburador fora de acerto, suspensão modificada, elétrica alterada e marcas de rebaixamento devem ser investigados com cuidado, com carros anunciados perto de R$ 30 mil e exemplares muito originais alcançando R$ 80 mil ou mais.
Ford Ka 1.6 2009

O Ka 1.6 nasceu numa fase em que ainda dava para encontrar diversão escondida dentro de um carro popular, ele parecia pequeno e comportado parado na garagem mas bastava engatar a primeira e acelerar para revelar uma personalidade que muita gente não esperava.
O Zetec Rocam 1.6 flex produz 102 cv com gasolina e até 110 cv com etanol, trabalha com câmbio manual de cinco marchas e empurra um carro com menos de uma tonelada, combinação simples que explica por que ele continua parecendo esperto mesmo cercado por compactos modernos muito mais sofisticados.
Hoje ele pode funcionar como uma maneira barata de voltar a dirigir um carro leve, pequeno e comunicativo, sem telas dominando o painel e sem dezenas de sistemas filtrando a relação entre motorista e máquina, embora o espaço traseiro limitado continue lembrando que praticidade nunca foi seu maior talento.
O sistema de arrefecimento é o ponto que merece atenção redobrada, especialmente carcaça da válvula termostática, mangueiras, reservatório e qualquer sinal de superaquecimento, além de embreagem e suspensão, com unidades 2009 geralmente anunciadas entre R$ 22 mil e R$ 30 mil.
Volkswagen Gol GLi 1.8 1994

É difícil lembrar dos anos 1990 sem colocar um Gol quadrado em algum canto da cena, ele foi primeiro carro, carro emprestado do pai, companheiro de trabalho, transporte para o namoro e parceiro da viagem à praia com janelas abertas e fita cassete escolhida antes de sair de casa.
Com motor AP 1.8 e potência próxima dos 90 cv nas configurações dessa fase, câmbio manual de cinco marchas e baixo peso, ele oferece um tipo de resposta direta que ajuda a entender por que tanta gente mexeu, preparou e personalizou esses carros.
E justamente aí mora o desafio de comprar um hoje, porque encontrar um Gol que tenha atravessado três décadas sem rebaixamento, rodas enormes, preparação ou remendos virou parte essencial da busca, fazendo de um exemplar original algo muito mais interessante do que os números de tabela sugerem.
Longarinas, torres de suspensão, assoalho, arrefecimento, vazamentos e modificações estruturais precisam ser examinados antes de qualquer negócio, enquanto a referência fica perto de R$ 15 mil e unidades originais e preservadas podem superar facilmente R$ 25 mil.
Volkswagen Parati 1.8 Mi G3 2003

Quem cresceu nos anos 1990 e 2000 provavelmente viu uma Parati saindo para o feriado com malas até o teto, crianças atrás, cooler espremido entre as bagagens e alguém tentando fechar o porta-malas, quando viajar em família começava muito antes de chegar à estrada.
A 1.8 Mi G3 usa motor AP com injeção eletrônica, cerca de 99 cv e câmbio manual de cinco marchas, enquanto os 437 litros do porta-malas continuam explicando por que essa Volkswagen virou companheira de famílias, comerciantes e gente que precisava levar metade da casa consigo.
Comprar uma hoje mistura memória e utilidade de um jeito difícil de encontrar em outros antigos, porque o painel G3, o funcionamento conhecido do AP e a posição de dirigir trazem a época de volta enquanto a carroceria de perua continua capaz de carregar muita coisa sem ocupar uma vaga enorme.
Arrefecimento, vazamentos, correia dentada, direção hidráulica, coxins, buchas, elétrica e infiltrações devem ser verificados antes da compra, enquanto exemplares 1.8 Mi G3 2003 aparecem normalmente entre R$ 20 mil e R$ 30 mil conforme conservação e originalidade.
Chevrolet Astra Sedan Elegance 2.0 2005

O Astra lembra uma época em que a promoção no emprego podia terminar com um sedan médio novo na garagem, ele era o passo seguinte depois do Corsa, Gol ou Palio e carregava aquela sensação de que finalmente havia espaço, motor e conforto para fazer uma viagem longa sem desejar outro carro.
O Elegance 2.0 usa motor Família II de 1.998 cm³ com 8 válvulas, potência próxima de 121 cv com gasolina e 128 cv com etanol e câmbio manual de cinco marchas, conjunto de funcionamento simples que entrega força em baixa e desempenho tranquilo para rodovia.
Entre todos desta lista ele é um dos que mais facilmente conseguem voltar à rotina, porque oferece cabine espaçosa, porta-malas generoso, desempenho ainda atual e uma mecânica conhecida, embora o consumo lembre rapidamente que estamos falando de um 2.0 projetado em outra época.
Correia dentada, arrefecimento, válvula termostática, vazamentos, ignição, coxins, bieletas, buchas e direção hidráulica merecem inspeção, enquanto a referência de mercado gira perto de R$ 24 mil e os anúncios costumam aparecer aproximadamente entre R$ 25 mil e R$ 30 mil.
Audi A3 1.8 Turbo 180 cv 2003

Quem gostava de carro no começo dos anos 2000 sabia exatamente o que significavam aqueles quatro anéis no retrovisor, o A3 Turbo tinha presença de importado, arrancava forte e fazia muita gente imaginar como seria a vida se um daqueles estivesse esperando na garagem.
O 1.8 de 1.781 cm³ combina cabeçote de 20 válvulas e turbocompressor para produzir 180 cv e aproximadamente 24 kgfm, enquanto a versão manual acelera de 0 a 100 km/h por volta de 7,5 segundos e ainda hoje consegue entregar números capazes de surpreender.
Comprar um agora pode finalmente realizar um sonho que parecia distante há duas décadas, mas é preciso escolher com calma porque um exemplar original e bem mantido pode se tornar um brinquedo delicioso de fim de semana enquanto um carro que passou por remapeamentos, pressões maiores e preparações improvisadas pode trocar nostalgia por visitas constantes à oficina.
Turbo, pressão de óleo, correia dentada, bomba d’água, mangueiras de vácuo, bobinas, sensores e arrefecimento precisam ser avaliados, com atenção adicional ao câmbio nas unidades automáticas, enquanto exemplares 2003 aparecem aproximadamente entre R$ 27 mil e R$ 35 mil.
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