Quanto custa um Chevrolet Corsa Hatch 2011 Maxx 1.4 (Flex)? Veja Ficha Técnica, Especificações, Equipamentos, Fotos e Preço

Publicado por em Chevrolet dia | Atualizado em
Quanto custa um Chevrolet Corsa Hatch 2011 Maxx 1.4 (Flex)? Veja Ficha Técnica, Especificações, Equipamentos, Fotos e Preço

Quantos carros de 2011 ainda podem entrar numa oficina de bairro, levantar no elevador e encontrar um mecânico que praticamente sabe de memória o que existe embaixo deles?

O Corsa Maxx 1.4 serve bem a quem quer um usado simples para cidade e estrada, com mecânica conhecida e manutenção fácil em oficinas comuns.
O Corsa Maxx 1.4 serve bem a quem quer um usado simples para cidade e estrada, com mecânica conhecida e manutenção fácil em oficinas comuns.

O Chevrolet Corsa 2011 é um desses sobreviventes, um hatch sem truques mecânicos e com força suficiente para não passar vergonha no trânsito, mas quinze anos de buracos, donos e manutenções diferentes fazem com que hoje seja muito mais importante comprar o Corsa certo do que simplesmente comprar um Corsa.

2011: o Brasil comprava carro, ouvia sertanejo e ainda vivia sem aplicativo para tudo

Chevrolet Corsa Maxx 1.4 Econo.Flex 2011 circulava num país em que Luan Santana e Paula Fernandes estavam em toda parte, Adele e Bruno Mars dominavam as rádios internacionais, “Insensato Coração” ocupava o horário nobre e o smartphone ainda começava a entrar de verdade na rotina, enquanto o mercado brasileiro fechava o ano com mais de 3,4 milhões de automóveis e comerciais leves emplacados e Gol, Uno, Palio, Celta, Fiesta e Sandero brigavam por compradores.

O dinheiro já começava a apertar, a inflação oficial fechou 2011 em 6,50% e a gasolina comum teve preço médio nacional de R$ 2,731 por litro, cenário que ajudava a explicar por que um compacto flex, fácil de reparar e sem mecânica sofisticada ainda tinha espaço mesmo depois de tantos anos de mercado, especialmente para famílias e trabalhadores que queriam algo mais encorpado que os populares 1.0 sem subir muito de categoria.

O Corsa já não era novidade, mas sabia exatamente para que servia

A segunda geração brasileira havia estreado em 2002 e nessa altura já estava perto do fim da carreira, com o Agile ocupando o posto de novidade da Chevrolet, mas isso não transformava o Corsa em figurante, porque sua receita continuava certeira para quem precisava rodar na cidade durante a semana, pegar estrada ocasionalmente e levar quatro pessoas sem cair na simplicidade extrema dos compactos de entrada, enfrentando Volkswagen Gol, Fiat Palio, Ford Fiesta, Renault Sandero e Volkswagen Fox.

O segredo está nos 13,4 kgfm que chegam cedo

O motor 1.4 de até 105 cv responde bem no trânsito, encara subidas sem drama e leva o hatch à estrada sem pedir giro alto o tempo todo.
O motor 1.4 de até 105 cv responde bem no trânsito, encara subidas sem drama e leva o hatch à estrada sem pedir giro alto o tempo todo.

O Família I 1.4 de 1.389 cm³ entrega até 105 cv com etanol e 99 cv com gasolina, mas é o torque de 13,4 kgfm a 2.800 rpm que aparece primeiro ao volante, porque o Corsa sai de uma rua inclinada sem pedir primeira marcha a todo momento, acompanha o trânsito com facilidade e aceita ar-condicionado ligado e passageiros sem virar aquele compacto que precisa berrar para andar, enquanto o câmbio manual de cinco marchas aproveita bem os 1.029 kg e mantém a condução leve, ainda que os 12,2 segundos no 0 a 100 km/h peçam respeito numa ultrapassagem curta.

Na cidade ele é pequeno por fora e suficientemente adulto por dentro

A direção hidráulica alivia manobras, a tração dianteira passa confiança e o câmbio manual de cinco marchas combina bem com o uso cotidiano.
A direção hidráulica alivia manobras, a tração dianteira passa confiança e o câmbio manual de cinco marchas combina bem com o uso cotidiano.

Com 3,83 metros de comprimento e 2,49 metros entre os eixos, o Corsa entra em vagas pequenas sem obrigar o motorista a sacrificar completamente o banco traseiro, quatro adultos conseguem viajar com dignidade e um quinto já transforma ombros e joelhos em assunto, enquanto os 260 litros do porta-malas resolvem compras e um fim de semana sem exageros, mas não escondem que estamos diante de um hatch compacto, e itens como ar-condicionado, direção assistida e airbags precisam ser conferidos em cada unidade porque parte desse equipamento era opcional.

Na estrada ele vai, mas não gosta de motorista apressado

Com gasolina, faz 10,2 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada; no etanol, 6,7 e 8,3 km/l, com tanque de 44 litros para boas distâncias.
Com gasolina, faz 10,2 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada; no etanol, 6,7 e 8,3 km/l, com tanque de 44 litros para boas distâncias.

A 100 ou 110 km/h o Corsa segue firme para um projeto de sua época e não exige correções constantes de volante quando suspensão e pneus estão bons, o motor mantém fôlego suficiente para viajar sem sofrimento e o consumo chega a 12,8 km/l com gasolina em rodovia, contra cerca de 10,2 km/l na cidade, enquanto no etanol ficam aproximadamente 8,3 e 6,7 km/l respectivamente, com tanque de 44 litros que permite atravessar uma boa distância antes de procurar posto.

Buraco é onde o passado do carro começa a falar

A suspensão dianteira McPherson e o eixo de torção traseiro dão ao Corsa um rodar macio quando tudo está em ordem, mas amortecedores, buchas e componentes da dianteira aparecem entre os pontos conhecidos por reparadores e um exemplar cansado denuncia isso com pancadas secas, ruídos em piso irregular e frente sem precisão, enquanto a caixa de direção também pode apresentar folga e estalos depois de muitos quilômetros em ruas ruins, portanto a volta de teste deve passar deliberadamente por lombadas, paralelepípedos e manobras com o volante esterçado.

Abra o capô frio e fique alguns minutos olhando antes de ligar

O motor 1.4 não carrega fama de projeto frágil, mas qualquer unidade dessa idade merece inspeção cuidadosa em correia dentada, tensionador, mangueiras, reservatório, válvula termostática, vazamentos e sinais de superaquecimento, além de bobina, cabos e velas quando existem engasgos ou falhas, e óleo muito preto, crostas dentro do reservatório, emendas de mangueira ou marcas de vazamento não são detalhes de carro velho, são pistas de como aquele Corsa foi tratado quando ninguém estava olhando.

Um fio de aterramento ruim pode causar uma confusão enorme

O aterramento é um ponto conhecido da linha GM dessa geração e merece atenção porque uma conexão ruim pode fazer a corrente procurar caminhos por chicotes ligados ao módulo de injeção ou à bomba de combustível, produzindo defeitos elétricos que confundem diagnóstico e fazem proprietário trocar peça boa, enquanto luz da injeção acesa, dificuldade de partida ou falhas intermitentes precisam ser investigadas com scanner e teste elétrico em vez de simplesmente apagar o código e entregar o carro ao próximo dono.

Manutenção simples é diferente de manutenção inexistente

O Corsa ainda ganha muitos pontos quando chega à oficina porque motor Família I, câmbio manual, freios convencionais e suspensão simples são velhos conhecidos dos reparadores brasileiros e existe ampla oferta de componentes, mas essa facilidade também criou uma geração de carros consertados sempre pelo caminho mais barato, com água no lugar de aditivo, peças de qualidade duvidosa, óleo esticado além do prazo e suspensão trocada aos pedaços, então uma unidade aparentemente barata pode devolver a economia inteira nas primeiras semanas.

Hoje, o estado vale mais que a cor, a quilometragem ou o brilho da pintura

Na referência de setembro de 2026, o Chevrolet Corsa Maxx 1.4 2011 de código Fipe 004339-7 aparece em torno de R$ 31,4 mil, território onde também existem exemplares de Gol, Palio, Fiesta e Sandero de idade semelhante, mas nessa fase da vida não existe comparação de tabela capaz de substituir uma boa inspeção, porque um Corsa com histórico, arrefecimento limpo, direção justa e motor seco pode valer muito mais para o dono do que outro com metade da quilometragem declarada e uma coleção de reparos escondidos.

Vale a pena comprar um Chevrolet Corsa Maxx 1.4 2011?

Vale para quem quer um hatch pequeno, honesto, fácil de reparar e com motor que não transforma cada aclive numa prova de paciência, especialmente para uso diário e viagens sem grandes pretensões, mas não é carro para quem procura segurança moderna, silêncio de cabine atual ou espaço de família grande, e a compra boa não é feita olhando para o silicone nos pneus, é feita ouvindo a suspensão, sentindo a direção, esperando a ventoinha trabalhar e conferindo se depois de tudo isso o chão continua seco.

Ficha Técnica do Chevrolet Corsa Maxx 1.4 2011

Informações gerais

Ano 2011
Propulsão Combustão
Combustível Flex (etanol/gasolina)
Procedência Nacional
Garantia 1 ano
Configuração Hatchback
Porte Compacto
Lugares 5
Portas 4
Geração 2
Plataforma GM4300
Nota do leitor 9,2
Índice CNW 1.242,98
Ranking CNW 11039

Motor

Instalação Dianteiro
Aspiração Natural
Disposição Transversal
Alimentação Injeção multiponto
Cilindros 4 em linha
Comando de válvulas Único no cabeçote
Tuchos Hidráulicos
Cilindrada unitária 347 cm³
Acionamento do comando Correia dentada
Válvulas por cilindro 2
Diâmetro do cilindro 77,6 mm
Razão de compressão 12,4:1
Curso do pistão 73,4 mm
Deslocamento 1.389 cm³
Potência máxima 105 cv (A) / 99 cv (G) a 6.000 rpm
Código do motor Família I
Torque máximo 13,4 kgfm (A) / 13,2 kgfm (G) a 2.800 rpm
Peso/potência 9,80 kg/cv
Torque específico 9,6 kgfm/litro
Peso/torque 76,8 kg/kgfm
Potência específica 75,6 cv/litro
Rotação máxima 6.300 rpm
Viscosidade do óleo 5W-30

Câmbio e tração

Tração Dianteira
Câmbio Manual de 5 marchas
Código do câmbio F15-5 WR
Acoplamento Embreagem monodisco a seco

Suspensão

Dianteira Independente, McPherson
Elemento elástico dianteiro Mola helicoidal
Traseira Eixo de torção
Elemento elástico traseiro Mola helicoidal

Freios

Dianteiros Discos ventilados
Traseiros Tambores

Direção

Assistência Hidráulica
Diâmetro de giro 10,8 m

Rodas e pneus

Pneus dianteiros 175/65 R14
Altura do flanco dianteiro 114 mm
Pneus traseiros 175/65 R14
Altura do flanco traseiro 114 mm
Estepe 175/65 R14

Dimensões e capacidades

Comprimento 3.833 mm
Largura 1.646 mm
Distância entre-eixos 2.491 mm
Altura 1.432 mm
Bitola dianteira 1.417 mm
Bitola traseira 1.408 mm
Porta-malas 260 litros
Tanque de combustível 44 litros
Peso 1.029 kg
Carga útil 460 kg
Altura mínima do solo 130 mm

Aerodinâmica

Área frontal 2 m²
Coeficiente de arrasto 0,327
Área frontal corrigida 0,654 m²

Desempenho

Velocidade máxima 180 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h 12,2 s

Consumo

Consumo urbano 6,7 km/l (A) / 10,2 km/l (G)
Consumo rodoviário 8,3 km/l (A) / 12,8 km/l (G)

Autonomia

Autonomia urbana 295 km (A) / 449 km (G)
Autonomia rodoviária 365 km (A) / 563 km (G)

Equipamentos de segurança

Airbags frontais Opcional
Faróis com refletores duplos De série
Limpador e lavador do vidro traseiro De série
Desembaçador do vidro traseiro De série
Estepe De série

Equipamentos de conforto

Ar-condicionado Opcional
Zonas de ar-condicionado 1
Ar quente Opcional
Direção assistida Opcional
Banco do motorista com ajuste de altura De série
Banco traseiro bipartido De série
Banco traseiro rebatível De série
Luz no porta-malas De série
Luz no porta-luvas De série

Infotenimento e instrumentos

Tomada de 12 volts De série
Conta-giros De série
Termômetro do líquido de arrefecimento De série

Chevrolet Corsa 1.4 – Tudo o que você sempre quis saber

Com informações de Corsaclube, Oficinabrasil, Carroclub, Youtube e QuatroRodas.

Deixe seu comentário

Alan Correa
Alan Correa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lancamentos e monitorar a desvalorizacao de usados. No Carro.Blog.br, assina testes tecnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-beneficio.