Quem entra em uma concessionária procurando um Fiat Mobi zero pode acabar saindo de uma loja de usados com um Citroën Basalt, um SUV de 4,34 metros de comprimento, espaço para a família, porta-malas de 490 litros e a possibilidade de levar para casa um motor turbo de 130 cv, desde que aceite trocar o cheiro de carro novo por um automóvel que já teve dono.
O Basalt chegou ao Brasil em 2024 como o terceiro integrante da família formada pelo C3 e pelo Aircross, usando a plataforma CMP e uma carroceria de SUV cupê que mistura posição elevada de dirigir com uma traseira comprida, combinação que deixou o modelo com aparência diferente dos utilitários esportivos tradicionais e espaço suficiente para enfrentar a rotina de quem trabalha durante a semana e viaja com a família nos fins de semana.
Com 1,82 metro de largura, 1,58 metro de altura e 2,64 metros de entre-eixos, o Citroën oferece espaço interno como uma de suas principais qualidades, mas é quando alguém abre a tampa traseira que os 490 litros de capacidade começam a fazer sentido, permitindo levar malas, compras e bagagens sem precisar transformar o banco traseiro em uma segunda área de carga.
O preço ajuda a explicar por que esse carro merece atenção no mercado de usados, pois a versão Feel 1.0 manual da linha 2025 aparece na Tabela Fipe por R$ 83.120, enquanto as versões turbo ficam acima dos R$ 94 mil, uma diferença que obriga o comprador a escolher entre gastar menos na aquisição ou pagar mais para ter desempenho superior e câmbio automático.
O motor Firefly 1.0 aspirado de três cilindros entrega 75 cv e 10,5 kgfm de torque, trabalha com câmbio manual de cinco marchas e consegue médias superiores a 10 km/l na cidade com gasolina, mas seus limites aparecem quando o motorista coloca passageiros no banco traseiro, enche o porta-malas e precisa enfrentar uma subida ou fazer uma ultrapassagem.
A versão turbo muda bastante a maneira como o Basalt se comporta, porque seus 130 cv e 20,4 kgfm de torque dão respostas mais rápidas ao acelerador, enquanto a transmissão automática CVT com simulação de sete marchas elimina o trabalho de trocar marchas no trânsito e permite viajar com o carro carregado sem exigir tanto esforço do motor.
A suspensão também participa dessa diferença entre dirigir um carro pequeno e conviver com um SUV, pois a altura livre do solo ajuda a enfrentar lombadas, valetas e ruas esburacadas, enquanto o acerto mais voltado ao conforto evita que cada irregularidade do asfalto se transforme em uma pancada dentro do veículo.
O Basalt, entretanto, não virou um carro de luxo apenas porque ganhou uma carroceria maior, já que o acabamento interno continua simples, faltam assistências de condução e os freios traseiros usam tambores em vez de discos, uma economia de projeto que também merece entrar na conta de quem compara equipamentos e segurança.
Mesmo na versão Feel, o motorista encontra airbags frontais e laterais, luzes de rodagem diurna, direção elétrica, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos, painel digital de 7 polegadas, central multimídia de 10 polegadas, câmera de ré e rodas de liga leve de 16 polegadas, equipamentos que ajudam a explicar o interesse pelo modelo diante de um popular novo.
Quem encontra uma unidade Shine recebe ar-condicionado digital, bancos com revestimento que imita couro, faróis de neblina, limitador de velocidade, rodas diamantadas de 16 polegadas, sensor de estacionamento traseiro e volante revestido de couro, itens que tornam o uso diário mais agradável sem alterar o espaço ou a capacidade do porta-malas.
Existe uma diferença importante entre os anos de fabricação, porque as unidades da linha 2025 ainda carregam uma solução pouco prática para os comandos dos vidros traseiros, instalados no console central, enquanto a linha 2026 recebeu melhorias no acabamento e levou esses botões para as portas, atendendo a uma reclamação dos proprietários.
A história das versões também exige atenção, pois o Basalt teve uma configuração Like voltada a frotistas, com painel de 3,5 polegadas herdado do C3 e rodas de aço com calotas, enquanto a Shine deu origem à Dark Edition, reconhecida pelos retrovisores e rodas pretos, acabamento que passou a ser oferecido também com motor aspirado na linha 2027.
Na Tabela Fipe, a linha 2025 apresenta o Feel 1.0 manual por R$ 83.120, o Feel Turbo 200 por R$ 94.158, o Shine Turbo 200 por R$ 96.503 e o Shine First Edition por R$ 97.686, valores que mostram como a escolha do motor e dos equipamentos pode alterar bastante o investimento necessário para levar o SUV para casa.
Entre os exemplares da linha 2026, o Feel aspirado aparece por R$ 85.437, o Feel Turbo por R$ 102.973, o Shine Turbo por R$ 105.659 e o Dark Edition Turbo por R$ 106.320, colocando parte da família Basalt acima da faixa de R$ 100 mil e tornando a comparação entre ano, versão e estado de conservação tão importante quanto o preço anunciado.
O comprador que olha apenas para os R$ 83 mil pode encontrar um SUV espaçoso com motor de desempenho limitado, enquanto aquele que procura o turbo precisa aceitar gastar mais para ter a força que faz diferença nas viagens, e é nessa escolha entre dinheiro, espaço e desempenho que o Citroën Basalt usado começa a contar uma história bem diferente da de um Fiat Mobi zero.
| Ano | Versão | Preço Fipe |
|---|---|---|
| 2025 | Basalt Feel 1.0 flex manual | R$ 83.120 |
| 2025 | Basalt Feel 1.0 turbo flex CVT | R$ 94.158 |
| 2025 | Basalt Shine 1.0 turbo flex CVT | R$ 96.503 |
| 2025 | Basalt Shine First Edition 1.0 turbo flex CVT | R$ 97.686 |
| 2026 | Basalt Feel 1.0 flex manual | R$ 85.437 |
| 2026 | Basalt Feel 1.0 turbo flex CVT | R$ 102.973 |
| 2026 | Basalt Shine 1.0 turbo flex CVT | R$ 105.659 |
| 2026 | Basalt Dark Edition 1.0 turbo flex CVT | R$ 106.320 |