Honda Fit EXL 1.5 CVT 2018 | Ficha Técnica, Consumo, Equipamentos, Preço, Espaço Interno e Problemas

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Honda Fit EXL 1.5 CVT 2018 | Ficha Técnica, Consumo, Equipamentos, Preço, Espaço Interno e Problemas

O Honda Fit EXL 2018 combina motor 1.5 de até 116 cv, câmbio CVT, seis airbags e bancos versáteis, mas exige histórico de manutenção antes da compra.

O Fit parece apenas um hatch compacto, até o momento em que os bancos são movimentados e objetos grandes desaparecem dentro da cabine. Essa capacidade de aproveitar cada centímetro explica por que o modelo continua valorizado mesmo anos após sair das concessionárias.

Em 2018, combustível caro e orçamento apertado faziam famílias buscar economia; o Honda Fit EXL respondia com espaço de carro maior.
Em 2018, combustível caro e orçamento apertado faziam famílias buscar economia; o Honda Fit EXL respondia com espaço de carro maior.

A questão para quem procura um usado em 2026 é direta: faz sentido pagar cerca de R$ 80 mil por um carro de 2018 apenas pela fama de confiável, ou a idade e o custo de manutenção já tornam a compra arriscada?

O Brasil saía da recessão quando o Fit 2018 chegou

A linha 2018 foi apresentada em setembro de 2017, período em que a economia brasileira começava a reagir após as quedas registradas em 2015 e 2016. O PIB voltou a crescer, mas o consumidor ainda comprava com cautela, valorizando carros econômicos, duráveis e capazes de atender à família sem ocupar o espaço de um veículo maior.

Com motor 1.5, câmbio CVT, seis airbags e bancos versáteis, Honda Fit EXL 2018 oferece mais espaço que muitos hatches, mas custa como carro novo.
Com motor 1.5, câmbio CVT, seis airbags e bancos versáteis, Honda Fit EXL 2018 oferece mais espaço que muitos hatches, mas custa como carro novo.

O combustível também pesava no orçamento. A gasolina encerrou 2017 acima dos R$ 4 por litro em parte do país e começou 2018 em alta, cenário que reforçava o interesse por motores menores. Ao mesmo tempo, SUVs avançavam no mercado, enquanto o Fit defendia uma proposta diferente: entregar espaço e versatilidade sem aumentar demais o tamanho externo.

Um carro urbano criado para resolver problemas familiares

O Fit atende principalmente famílias pequenas, motoristas urbanos e pessoas que precisam carregar objetos variados sem partir para um SUV. Sua carroceria curta facilita manobras e vagas apertadas, enquanto o formato alto amplia o espaço interno e permite uma posição de dirigir com boa visibilidade.

O hatch atende famílias e motoristas urbanos que precisam de cabine versátil; usado, vale a pena quando a manutenção está comprovada.
O hatch atende famílias e motoristas urbanos que precisam de cabine versátil; usado, vale a pena quando a manutenção está comprovada.

Na versão EXL, a proposta vai além da praticidade. Bancos revestidos de couro, ar-condicionado automático, faróis de LED, câmera de ré, central multimídia com GPS e volante multifuncional colocam o modelo entre os compactos mais equipados de sua época.

Motor 1.5 trabalha sem pressa e prioriza suavidade

O motor 1.5 flex entrega 116 cv com etanol e 115 cv com gasolina, acompanhado por torque máximo de 15,3 kgfm. Na cidade, responde de forma suficiente para acompanhar o trânsito, subir ladeiras e sair de cruzamentos, mas não oferece a sensação de força encontrada em modelos turbo mais recentes.

O motor 1.5 de até 116 cv enfrenta bem o trânsito e mantém ritmo na estrada, mas perde fôlego em subidas com passageiros e bagagem.
O motor 1.5 de até 116 cv enfrenta bem o trânsito e mantém ritmo na estrada, mas perde fôlego em subidas com passageiros e bagagem.

O câmbio CVT mantém a aceleração contínua, sem as trocas tradicionais de marcha, e pode simular sete relações quando o motorista deseja maior controle. O Fit chega aos 100 km/h em 12 segundos, resultado adequado para uso cotidiano, mas retomadas com passageiros e bagagem exigem planejamento nas ultrapassagens.

Consumo continua entre seus principais argumentos

Com gasolina, o Fit alcança 12,3 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada. Com etanol, registra 8,3 km/l no percurso urbano e 9,9 km/l no rodoviário. São médias que ajudam quem roda todos os dias e não quer trocar espaço interno por um motor maior.

Com gasolina, faz 12,3 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada; com etanol, marca 8,3 e 9,9 km/l, reduzindo visitas ao posto.
Com gasolina, faz 12,3 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada; com etanol, marca 8,3 e 9,9 km/l, reduzindo visitas ao posto.

A suspensão dianteira independente e o eixo de torção traseiro mantêm o carro firme, porém transmitem parte das irregularidades para a cabine. Ele se comporta bem no asfalto e transmite segurança em rodovias, mas não foi projetado para enfrentar estradas de terra difíceis, valetas profundas ou pisos muito deteriorados.

O segredo está nos bancos e não no porta-malas

O porta-malas comporta 363 litros, volume suficiente para compras e malas de uma família pequena. O diferencial aparece no sistema de bancos, que permite levantar os assentos traseiros ou rebater os encostos para acomodar bicicletas pequenas, caixas altas e objetos que normalmente não entram em um hatch.

Seis airbags, controles de estabilidade e tração, câmera de ré, bancos de couro, ar automático e faróis de LED reforçam conforto e proteção.
Seis airbags, controles de estabilidade e tração, câmera de ré, bancos de couro, ar automático e faróis de LED reforçam conforto e proteção.
O câmbio CVT simula sete marchas, a direção elétrica facilita manobras e a tração dianteira entrega condução suave, sem qualquer vocação esportiva.
O câmbio CVT simula sete marchas, a direção elétrica facilita manobras e a tração dianteira entrega condução suave, sem qualquer vocação esportiva.
A cabine recebe cinco pessoas, oferece porta-malas de 363 litros e bancos versáteis que abrem espaço para caixas, compras e bicicletas pequenas.
A cabine recebe cinco pessoas, oferece porta-malas de 363 litros e bancos versáteis que abrem espaço para caixas, compras e bicicletas pequenas.

Cinco pessoas podem viajar no carro, embora três adultos no banco traseiro fiquem apertados em trajetos longos. O teto elevado favorece o espaço para a cabeça, o piso ajuda no aproveitamento da cabine e as portas amplas facilitam a entrada de crianças, idosos e cadeirinhas.

Câmbio CVT exige comprovantes, não promessas

O principal cuidado está no histórico da transmissão. O comprador precisa confirmar as substituições do fluido com o produto e os intervalos corretos, porque manutenção negligenciada pode provocar trepidações, ruídos e respostas irregulares. Esses sinais não devem ser tratados como comportamento normal do carro.

Também é necessário testar o ar-condicionado, conferir o funcionamento dos equipamentos elétricos e dirigir por ruas irregulares. Ruídos no painel, nas portas ou na suspensão podem indicar desgaste acumulado, especialmente em unidades que passaram anos enfrentando buracos.

Manutenção não é barata como a de um popular

O motor aspirado possui construção conhecida por oficinas e não depende de turbocompressor ou injeção direta, mas peças originais e componentes de acabamento podem custar mais que os de hatches populares. Seguro e impostos variam conforme cidade, perfil do motorista e valor registrado no período.

Uma unidade com revisões comprovadas tende a preservar a suavidade do câmbio e o funcionamento dos equipamentos. Já um carro barato, sem notas ou registros, pode exigir gastos elevados logo após a compra, anulando qualquer desconto obtido na negociação.

Preço elevado coloca o Fit diante de carros mais novos

A Tabela Fipe de julho de 2026 aponta R$ 80.268 para o Honda Fit EXL 1.5 automático 2018. O valor mostra como o modelo conserva preço, mas também cria um conflito: nessa faixa, o comprador encontra compactos mais novos, embora nem sempre com seis airbags, bancos versáteis e o mesmo aproveitamento interno.

Os pontos negativos aparecem nas retomadas lentas, na suspensão firme e no risco de reparos caros quando o fluido correto do CVT foi ignorado.
Os pontos negativos aparecem nas retomadas lentas, na suspensão firme e no risco de reparos caros quando o fluido correto do CVT foi ignorado.

Entre as versões do Fit, a EXL interessa a quem valoriza segurança e equipamentos. Quem procura apenas a mecânica e o espaço pode encontrar versões inferiores por menos, desde que aceite abrir mão de parte dos itens de conforto.

O Fit ainda vale a pena?

O Honda Fit EXL 2018 continua indicado para quem precisa de um carro compacto por fora, amplo por dentro e econômico no uso diário. Não é escolha para quem busca desempenho forte, suspensão macia em ruas ruins ou manutenção com preço de carro popular.

Seu legado está na solução inteligente para uma necessidade simples: transportar pessoas e bagagens sem aumentar a carroceria. Aos R$ 80 mil, só vale a compra quando a unidade possui histórico claro, câmbio funcionando sem trepidações e manutenção comprovada. Sem isso, a fama de confiabilidade não paga a oficina.

Ficha técnica do Honda Fit EXL 1.5 CVT 2018

Informações gerais

Modelo Honda Fit EXL
Ano 2018
Carroceria Hatch
Ocupantes 5 pessoas
Combustível Flex

Motor

Posição Dianteiro
Aspiração Natural
Cilindros 4 em linha
Cilindrada 1.5 litro
Potência com etanol 116 cv
Potência com gasolina 115 cv
Torque com etanol 15,3 kgfm
Torque com gasolina 15,2 kgfm

Câmbio e tração

Câmbio Automático CVT
Marchas simuladas 7
Tração Dianteira

Desempenho

Aceleração de 0 a 100 km/h 12 segundos

Consumo

Consumo urbano com etanol 8,3 km/l
Consumo urbano com gasolina 12,3 km/l
Consumo rodoviário com etanol 9,9 km/l
Consumo rodoviário com gasolina 14,1 km/l

Dimensões e capacidades

Capacidade do porta-malas 363 litros
Capacidade de passageiros 5 pessoas

Direção

Assistência Elétrica
Ajuste do volante Altura e profundidade

Equipamentos

Bancos Revestidos em couro
Ar-condicionado Automático
Volante Multifuncional
Central multimídia Com GPS e espelhamento de celular
Câmera de ré Sim
Faróis LED

Segurança

Airbags 6
Controle de estabilidade Sim
Controle de tração Sim
Assistente de partida em rampa Sim
Freios ABS Sim

“O Honda Fit não conquista na primeira acelerada, mas no dia em que uma caixa enorme entra pela porta e sobra espaço para o motorista. Ele transforma inteligência em centímetros, embora cobre caro de quem confunde fama de confiável com licença para ignorar manutenção.”– Opinião de Alan Corrêa, jornalista automotivo

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Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.